quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

DIANA BEJA - HORAS DE CORDA

HORAS DE CORDA

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Ali, num canto da velha sala repleta de relógios derretidos e moles, peço um minuto de silêncio.

Desperto de um sonho onde relógios moles agarravam-se a mim.

Um deles disse-me: “vive cada segundo, pois o tempo é egoísta e está sempre com pressa”.

Horas impróprias que contemplo.

O tempo será perfeito? Será que sofre ou ama?

Insana a minha mente, pois os relógios são estátuas de um mundo normal.

Os ponteiros enlouqueceram, foram fracções de vida.

Um deles diz-me que tenho que dar corda ao amor.

Dou corda e com um sorriso e deito-me.

Talvez acorde apaixonada. 

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