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sábado, 10 de janeiro de 2026

CICLO #1 - PINTORES PORTUGUESES - CRUZEIRO SEIXAS

Artur Manuel Rodrigues do Cruzeiro Seixas nasceu na Amadora a 3 de dezembro de 1920 e faleceu em Lisboa, 8 de novembro de 2020.


Cruzeiro Seixas frequentou a Escola António Arroio. Em meados da década de 1940 aproxima-se do neorrealismo, de que se afasta quando adere aos princípios do surrealismo. Juntamente com Mário Cesariny, António Maria Lisboa, Carlos Calvet, Pedro Oom e Mário-Henrique Leiria, entre outros, integra o grupo Grupo Surrealista de Lisboa, resultante da cisão do recém formado movimento surrealista português.

Em 1950 alista-se na Marinha Mercante e viaja até África, Índia e Ásia. Em 1951 fixa-se em Angola, desenvolvendo atividade no Museu de Luanda. Data desse tempo o início da sua produção poética. Realiza as primeiras exposições individuais, que levantam um acalorado movimento de opinião.

Regressa a Portugal em 1964. Em 1966 é convidado por Natália Correia a ilustrar a célebre obra Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica.

Recebe uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian em 1967. Nesse mesmo ano realiza uma pequena retrospetiva na Galeria Buchholz. Em 1970 expõe individualmente na Galeria de S. Mamede, Lisboa, um conjunto de desenhos "de uma imagética cruel, ilustrações possíveis de Lautréamont".

Trabalha como programador nas Galerias 111 e São Mamede, Lisboa. Viaja pela Europa; entra em contacto com membros do surrealismo internacional. Radica-se no Algarve na década de 1980, trabalhando como programador de diversas galerias. Colabora em revistas internacionais ligadas ao surrealismo, a que sempre se manteve fiel. Apesar de ter vendido muitas obras antes do 25 de Abril, Cruzeiro Seixas foi literalmente espoliado por um dos seus secretários, que se apoderou de grande parte dos seus quadros e do produto das vendas.

A 8 de junho de 2009, foi agraciado com o grau de Grande-Oficial da Antiga, Nobilíssima e Esclarecida Ordem Militar de Santiago da Espada, do Mérito Científico, Literário e Artístico.

Em 2012, mudou-se de Lisboa para Vila Nova de Famalicão, para estar perto do seu espólio, guardado no Centro de Estudos do Surrealismo da Fundação Cupertino de Miranda. No entanto, devido ao isolamento em que se sentia, decidiu regressar a Lisboa, onde viveu os últimos tempos da sua vida na Casa do Artista.






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