José Vital Branco Malhoa nasceu nas Caldas da Rainha a 28 de abril de 1855 e faleceu em Figueiró dos Vinhos a 26 de outubro de 1933.
Foi para Lisboa aos oito anos, ao cuidado do seu irmão mais velho, Joaquim. Com apenas 12 anos, trabalha com o entalhador Leandro Braga, e entra para a Real Academia de Belas-Artes de Lisboa, tendo aulas com alguns mestres da pintura. Com fraco aproveitamento, e após recusas para uma bolsa de estudos em Paris, acabou por se empregar no comércio de confeções femininas, na Rua Nova do Almada em que já trabalhava o seu irmão mais velho, Joaquim.
A 29 de janeiro de 1880 casa com Juliana Júlia de Carvalho. Nesse ano expõe e ganha medalha de bronze na Sociedade Promotora de Belas Artes. Em 1885, aos 30 anos, José Malhoa estabeleceu o seu primeiro atelier no Pátio Martel, em Lisboa. Este espaço foi fundamental para o desenvolvimento da sua carreira artística, permitindo-lhe explorar temas de género e consolidar o seu estilo naturalista.
Em 1888, pinta decorações para o Palácio da Ajuda. Dois anos depois, pinta o retrato de D. Carlos e associa-se ao Grémio Artístico, com quem passa a expor regularmente.
Em 1900, ganha a medalha de prata na Exposição Universal de Paris. Em 1901 recebe a Ordem de Isabel a Católica. Foi eleito como o primeiro presidente da Sociedade Nacional de Belas Artes.
Em 1904, inicia a construção de uma casa para servir como residência e atelier, que recebeu o Prémio Valmor em 1906 devido à sua arquitetura distinta. Hoje é a Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, também conhecida como Casa Malhoa, projeto do arquiteto Manuel Joaquim Norte Júnior. Em 1906, é condecorado pelo Presidente da República francesa com o Grau de Cavaleiro da Legião de Honra. Em 1928, foi feito Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada. Em 1933, é criado o Museu José Malhoa, em notícia oficiosa.







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